1. Fria e Calculista
Era uma manhã quente de quinta-feira aqui no Rio de Janeiro. E como todos os dias, eu acordei decidida a realizar uma grande missão e com muitas expectativas – Eu era ex – tenente das forças armadas e havia conquistado um trabalho no governo. Não era o tipo de emprego que a minha família aceitava, mas eu nunca liguei para eles, meu irmão Colin era o único a quem eu tinha contato.
No momento em que me preparava para o banho meu celular toca, ao verificá-lo percebi que era uma mensagem do governo com o título de emergência.
“Sophia”, escreveu meu chefe...
Você tem 48 horas para encontrar o seu irmão. Ele roubou uma vacina em estado de desenvolvimento de um de nossos laboratórios, caso você não o encontre tomaremos as iniciativas.
Sem entender o motivo deste roubo ao laboratório decidi entrar em contato com ele da maneira mais rápida, porém, minhas ligações foram rejeitadas.
Preocupada com o que poderia estar acontecendo, liguei para os amigos mais próximos a ele e depois de muitas tentativas finalmente consegui.
- Colin? Onde você está? – Eu estava ouvindo a sua respiração ofegante, mas ele não me respondia nada. – Colin estou preocupada, preciso que me diga onde está. – aproveitei para ligar o rastreador que possuía graças ao meu trabalho no governo, só precisava mantê-lo na linha durante mais alguns segundos.
- Quem é você? – disse ele, desconfiado. – Colin o que aconteceu com você? Não reconhece mais a minha voz? – perguntei já um pouco brava.
- Eu descobri Sophia... O que eles estão fazendo. O que você anda acobertando! – disse ele com uma voz tremula, e bem convincente.
- Não sei do que você está falando. Que tal a gente se encontrar e resolver isso? – respondi, com uma voz bem calma e que passava total confiança de que eu estaria ali ao lado dele, sempre. No mesmo momento, o bip do rastreador sinalizou de que o havia encontrado no Aeroporto Santos Dumont.
– Quem é você? - voltara ele a dizer, com o mesmo tom de desconfiança e com uma respiração além do normal. No mesmo momento finalizei a ligação, coloquei minhas roupas o mais depressa possível, peguei o meu carro – era um Kia Sportage, branco – e liguei a rota para o Aeroporto. Já estava ansiosa para saber o que realmente havia acontecido.
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O trânsito estava bastante congestionado. E eu já estava perdendo a paciência com somente alguns minutos parada naquela frota infinita de carros e com disparos de buzinas por toda parte. Ao perceber um motociclista parar ao meu lado não pensei duas vezes, sai do meu carro e empurrei ele da moto com tanta força que ele já caiu desacordado. Acelerei a moto e passei com tanta velocidade sobre as calçadas que já não conseguia ver carros na pista, só sentia o vento pelo meu rosto. Ao chegar ao Aeroporto Santos Dumont meu celular retoma a receber uma nova mensagem do governo...
"Sophia, nós agradecemos a sua cooperação. Identificamos que seu rastreador foi ativado para localizar seu irmão e viemos lhe informar que o prazo de 48 horas foi retirado. Enviamos um agente do governo para resolver este problema, seus serviços hoje não são mais necessários."
Decidida a descobrir que tipo de envolvimento meu irmão poderia ter com tudo isso, ignorei aquela mensagem e segui para a entrada do aeroporto.
De repente, uma grande explosão ocorre na parte leste do aeroporto – muitas pessoas corriam desesperadas, percebi que me encontrara em uma situação bem mais confusa do que esperava – pensei comigo mesma: “Colin? Terá sido por causa dele o motivo desta explosão? Será que esta vacina é tão preciosa para o governo a ponto de destruírem o Santos Dumont?”
Quem melhor e mais decidida a resolver isto que a uma Sophia zangada? – Ao chegar ao portão um segurança me segurou firme nos braços e me olhou como se suspeitasse de mim como responsável por toda essa situação...
O trânsito estava bastante congestionado. E eu já estava perdendo a paciência com somente alguns minutos parada naquela frota infinita de carros e com disparos de buzinas por toda parte. Ao perceber um motociclista parar ao meu lado não pensei duas vezes, sai do meu carro e empurrei ele da moto com tanta força que ele já caiu desacordado. Acelerei a moto e passei com tanta velocidade sobre as calçadas que já não conseguia ver carros na pista, só sentia o vento pelo meu rosto. Ao chegar ao Aeroporto Santos Dumont meu celular retoma a receber uma nova mensagem do governo...
"Sophia, nós agradecemos a sua cooperação. Identificamos que seu rastreador foi ativado para localizar seu irmão e viemos lhe informar que o prazo de 48 horas foi retirado. Enviamos um agente do governo para resolver este problema, seus serviços hoje não são mais necessários."
Decidida a descobrir que tipo de envolvimento meu irmão poderia ter com tudo isso, ignorei aquela mensagem e segui para a entrada do aeroporto.
De repente, uma grande explosão ocorre na parte leste do aeroporto – muitas pessoas corriam desesperadas, percebi que me encontrara em uma situação bem mais confusa do que esperava – pensei comigo mesma: “Colin? Terá sido por causa dele o motivo desta explosão? Será que esta vacina é tão preciosa para o governo a ponto de destruírem o Santos Dumont?”
Quem melhor e mais decidida a resolver isto que a uma Sophia zangada? – Ao chegar ao portão um segurança me segurou firme nos braços e me olhou como se suspeitasse de mim como responsável por toda essa situação...
- Sta. Fisher? – disse ele segurando bem firme nos meus braços como se estivera a me prender.
- Sta. Fisher? – disse ele segurando bem firme nos meus braços como se estivera a me prender.
– Eu mesma, e caso não o
incomode preciso do meu braço para ir buscar o meu irmão, que está a minha
espera. – Respondi de um jeito bem intimidador, puxando meu braço tentando
livrá-lo das mãos dele.
- A Sta. Está proibida de entrar neste
aeroporto, ordens da polícia federal!
Olhei fixamente nos olhos dele durante uns cinco segundos. Abaixei a cabeça com um sorriso ousado, preparando-o para uma surpresa inesperada. Neste momento, golpeei o mais rápido possível o segurança no estômago e no rosto – o que me deu tempo suficiente pra correr para bem longe dali e procurar o meu irmão antes que os bombeiros chegassem. Ou pior, a informação de que eu estou no aeroporto, chegar aos meus chefes no governo.
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Já estava sendo uma manhã bem cansativa, até pra quem já foi ex-tenente das forças armadas assim como eu.
Parei um instante para pegar um ar, no mesmo instante um rapaz correndo desesperado esbarra em mim me jogando contra as escadas, nenhum pouco preocupado continuou correndo para a área leste do aeroporto. Ainda um pouco tonta, tropecei no beiral da escada rolante que havia no aeroporto e, quando dei por mim, estava rolando ladeira abaixo – eu só conseguia ouvir o barulho da minha coluna batendo em cada ponta daquela escada.
Ninguém estendia uma mão amiga ou desconhecida – era somente eu e o meu desespero. Quando pensei que o tombo terminaria ao ver que o chão estava próximo minha roupa já bem rasgada fez com que me prendesse na escada rolante, fazendo assim, ela me levar novamente arrastada para cima.
- Alguém, por favor me ajuda! – gritava desesperada, o medo fez com que minha capacidade de pensar em algo naquele instante simplesmente desaparecesse.
Já estava sendo uma manhã bem cansativa, até pra quem já foi ex-tenente das forças armadas assim como eu.
Parei um instante para pegar um ar, no mesmo instante um rapaz correndo desesperado esbarra em mim me jogando contra as escadas, nenhum pouco preocupado continuou correndo para a área leste do aeroporto. Ainda um pouco tonta, tropecei no beiral da escada rolante que havia no aeroporto e, quando dei por mim, estava rolando ladeira abaixo – eu só conseguia ouvir o barulho da minha coluna batendo em cada ponta daquela escada.
Ninguém estendia uma mão amiga ou desconhecida – era somente eu e o meu desespero. Quando pensei que o tombo terminaria ao ver que o chão estava próximo minha roupa já bem rasgada fez com que me prendesse na escada rolante, fazendo assim, ela me levar novamente arrastada para cima.
- Alguém, por favor me ajuda! – gritava desesperada, o medo fez com que minha capacidade de pensar em algo naquele instante simplesmente desaparecesse.
- Rápido, tente rasgar a sua
blusa. – disse um homem que chegara tão tranquilamente para me ajudar ou para
me matar, quem sabe. Respirei fundo e puxei meu braço que estava preso pela
minha blusa na lateral da escada com muita força quando percebi que havia me
soltado, retornei a rolar até ao chão do aeroporto. Eu me encontrava caída no
chão e só via esse homem vindo até mim e me pegando no colo.
– você vai ficar bem! – disse
ele, novamente com uma tranqüilidade que se não estivesse para desmaiar, eu
mesma empurrava-o daquela escada, mas então, meus olhos se fecharam...
Quando acordei, já não estava mais no aeroporto e nem em lugar nenhum do Rio de Janeiro a qual eu tinha conhecimento. Era um lugar escuro, não se ouvia nada, eu estava numa mesa presa a uma algema...
Quando acordei, já não estava mais no aeroporto e nem em lugar nenhum do Rio de Janeiro a qual eu tinha conhecimento. Era um lugar escuro, não se ouvia nada, eu estava numa mesa presa a uma algema...
- Quem foi que me prendeu
aqui? Por favor, alguém! – gritava indignada com aquela situação, como alguém
poderia me prender sem o meu consentimento? Eu tinha certeza que era aquele
segurança do aeroporto.
- Não grite! Nós não gostamos
de barulho. – eu estava sendo aprisionada pelo meu amigo “tranquilão.” Já não
sabia se ele estava me ajudando ou estava querendo algo a mais – ele é bem
sério, alto e frio. Não tinha chances de ser uma boa pessoa.
– Preciso sair daqui, o meu
irmão ele pode estar lá no aeroporto...
– Talvez, mas já faz duas
semanas que houve aquele incidente. Não gostaria de sair daqui, tudo lá fora
agora está um caos. – disse ele seriamente com os olhos fixos nos meus, talvez
com a intenção de me intimidar.
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Ele continuava me olhando com aqueles olhos verdes esmeralda, como se nada tivesse acontecido. Que merda!
Estava me matando de vergonha e tirando a minha concentração. Ele não poderia ser mais intimidador do que eu. Eu não admitia isso! Ou estaria atraída por ele? Droga coração! Isso é hora de amolecer?
Eu tentava perguntar o motivo de estar um caos lá fora, e onde eu me encontrava naquele momento. Mas palavra alguma saía da minha boca, meus pensamentos simplesmente evaporaram. Ou eu só me encontrava em um estado de pânico?
Ele continuava me olhando com aqueles olhos verdes esmeralda, como se nada tivesse acontecido. Que merda!
Estava me matando de vergonha e tirando a minha concentração. Ele não poderia ser mais intimidador do que eu. Eu não admitia isso! Ou estaria atraída por ele? Droga coração! Isso é hora de amolecer?
Eu tentava perguntar o motivo de estar um caos lá fora, e onde eu me encontrava naquele momento. Mas palavra alguma saía da minha boca, meus pensamentos simplesmente evaporaram. Ou eu só me encontrava em um estado de pânico?
– Como assim duas semanas? Foi
só um tombo de escada não poderia ter ficado desacordada tanto tempo. –
finalmente palavras saíram dos meus lábios, e consegui perguntá-lo com muita
indignação.
- Nós precisamos mantê-la
desacordada. Você não é confiável!
- Como assim não sou confiável? Você nem me conhece e,...
- Você não me engana, Sophia.
Eu sou Kyle Bernardo. Agente do governo. – disse ele estendendo a mão para se
apresentar. E sem deixar de me encarar por nenhum segundo.
- Ah, eu já deveria saber. Nós
trabalhamos para o mesmo governo? – Como assim não sou confiável? Quem ele
pensa que é? Que droga!
- Sophia, eu sou do Governo dos
Estados Unidos. Agora, quem é você, eu espero que me diga. Pesquisei sobre você
antes de chegar aqui, e nenhum registro foi encontrado sobre alguma Sophia
Fisher Poster com um irmão chamado Colin, que mora no Rio de Janeiro.
Ele estendeu a mão sobre o meu
rosto e, acariciando-o, colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha e
abriu um sorriso meio torto. Ele veio se aproximando de mim cada vez mais, eu
estava olhando-o de cima a baixo e pensando: o que esse homem está querendo? O
que ele está querendo dizer?
Ele se aproximou o máximo possível de mim, segurou o meu queixo com firmeza...
Ele se aproximou o máximo possível de mim, segurou o meu queixo com firmeza...
- Você pode enganar a todos
Sophia, mas a mim você não engana. Quem é você? – Perguntou ele com muita
desconfiança. Como meu irmão Colin havia perguntado anteriormente. Não estava
entendendo mais nada. Estava cada vez mais confusa, que tipo de pergunta era
aquela? Como assim quem sou eu? Por que ele está me fazendo essa pergunta? Como
se eu não soubesse quem sou eu. Eu já estava ficando atordoada, me sentindo uma
desconhecida.
Precisava sair o quanto antes dali, procurar o meu irmão e resolver toda essa história.
Precisava sair o quanto antes dali, procurar o meu irmão e resolver toda essa história.
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- Pode, por favor, me soltar? Afinal, não sou nenhuma ameaça. – Disse fazendo-o entender que não faria nada a ninguém. – Claro, mas não tente nada que possa lhe prejudicar. – Então, ele me livrou das algemas e me senti totalmente livre. Mil vezes droga! Preciso encontrar o Colin.
Nesse momento uma loira entrou na sala me olhando fixamente, me deixando desconfortável, mas não como Kyle me deixara, lógico!
- Pode, por favor, me soltar? Afinal, não sou nenhuma ameaça. – Disse fazendo-o entender que não faria nada a ninguém. – Claro, mas não tente nada que possa lhe prejudicar. – Então, ele me livrou das algemas e me senti totalmente livre. Mil vezes droga! Preciso encontrar o Colin.
Nesse momento uma loira entrou na sala me olhando fixamente, me deixando desconfortável, mas não como Kyle me deixara, lógico!
- Olá, Sophia. Não é isso?! –
Ela estendeu a mão para me cumprimentar, soltando um esticado sorriso
espontâneo. Não retribui é claro, pois me mantiveram presa durante duas
semanas, e eu não sou nenhum pouco amigável com esse tipo de gente.
– Isso mesmo. E você quem é?
- Me chamo Bárbara Antunes. –
Olhou para o lado, onde estava Kyle e os dois então, olharam para mim.
– O que é isso? Algum tipo de
brincadeira Sado masoquista?
– Não é isso Sophia. Sente-se.
– Percebi que ela me daria explicações sobre o que de fato está acontecendo.
Sentei numa cadeira ao lado da mesa onde estava deitada. Era uma cadeira toda
de aço com detalhes em branco e um couro de tirar o fôlego. A sala era
extraordinariamente incrível, parecida a um laboratório luxuoso, porém, estava
totalmente escuro. Ao me sentar, eles me olharam por alguns segundos sem dizer
uma palavra. Kyle me olhava com um olhar penetrante como se tentasse ler meus
pensamentos, mas não o pudera.
– Sophia... – disse ele com uma
voz suave olhando para os meus olhos. Que droga, por que me encara tanto como
se eu fosse uma refeição saborosa e irresistível. –... Conte-nos sobre seu
irmão, Colin.
- Não sei qual o seu interesse
por ele. Disse que não sou confiável, certo! Então, o que garante que o que eu
te fale nesse momento sobre ele seja alguma verdade?
– Só espero que colabore
conosco, Sophia. – disse ele tentando ganhar a minha confiança ou era o que
parecia.
- Não falarei nada até que me
conte o que houve há duas semanas! – ele franziu a testa elevando uma
sobrancelha e cruzou os braços como se fosse me interrogar ou algo parecido,
sei lá, não conseguia tirar os olhos dele.
- Esperava que dissesse isto. –
Como pode saber mas sobre mim do que eu mesma? Continuou...
- Provavelmente, o seu irmão
distribuiu um vírus no aeroporto, suspeitamos que tivesse o distribuído na
ventilação e o ligado a saída de água para que quando os bombeiros chegassem o
espalhassem mais ainda, com jatos de água contaminada. – Não entendo? Que tipo
de vírus? – Não saberia que tipo de explicação meu irmão daria sobre isso se
realmente o tivera feito.
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Eu precisava descobrir a verdade. Precisava encontrá-lo!
Eu precisava descobrir a verdade. Precisava encontrá-lo!
- O que você chamava de
governo, é na verdade uma organização muito poderosa. Um imenso laboratório que
se dá a união dos Estados Unidos e do Brasil para criarem o que chamam de Novo
Mundo. Essa vacina estava em desenvolvimento em algum laboratório no Rio, ainda
não descobrimos onde ele se encontra.
Disse ele muito preocupado. E
Bárbara continua...
- Como essa organização fez você trabalhar para eles durante tanto tempo, e estava entrando em contato com você avisando-a da chegada de Kyle, esperávamos que soubesse de algo. – o que ela havia falado parecia, mas um pedido de desculpas do que uma explicação. Eu olhava instantaneamente só para Kyle, parecia alguma ligação ou como se já o tivesse visto antes.
- Como essa organização fez você trabalhar para eles durante tanto tempo, e estava entrando em contato com você avisando-a da chegada de Kyle, esperávamos que soubesse de algo. – o que ela havia falado parecia, mas um pedido de desculpas do que uma explicação. Eu olhava instantaneamente só para Kyle, parecia alguma ligação ou como se já o tivesse visto antes.
- Não consigo entender... –
disse ainda, totalmente confusa. Levantei da cadeira andando de um lado para o
outro, tentando encontrar alguma ligação. Eles me olhavam intensamente,
esperando que eu soubesse de alguma coisa. Fecho os olhos e tento pensar em
algo.
- Esperem! Vocês estão com o
meu celular? – pergunto com um semblante diferente. Como se estivesse pensado
em uma ideia espetacular.
- Só pode ser este aqui. –
disse Bárbara, pegando o meu BlackBerry numa cômoda ao lado da mesa e
entregando a mim.
– O que você tem em mente? –
disse ela como se estivera a começar desconfiar de mim. Eu dei um leve sorriso
para eles, mordendo os lábios.
- Vou ligar para o Colin. – era
a única ideia que me veio à mente naquele momento. Caso contrário recorreria à
droga da minha família!
Faço a ligação e espero ansiosamente que ele atenda.
- Sophia? Sophia se for você, eu preciso da sua ajuda. Sophia... – Era o Colin! Eu estava certa de que ele estava com problemas, mais do que poderia. Ele gaguejava e respirava rapidamente com grunhidos como se estivesse ferido.
Faço a ligação e espero ansiosamente que ele atenda.
- Sophia? Sophia se for você, eu preciso da sua ajuda. Sophia... – Era o Colin! Eu estava certa de que ele estava com problemas, mais do que poderia. Ele gaguejava e respirava rapidamente com grunhidos como se estivesse ferido.
- Colin, me diz onde você está
depressa... – a ligação estava com muito ruído. Estava com muito barulho quase
não o escutava. – Colin, rápido me diz o nome... Colin? Colin? – Gritava o nome
dele muito assustada. Já não dependia só de sua situação, mais também da minha.
- Sophia, eu sei onde você
está! Sophia... Sophia, eles são muitos.
- Quem Colin? Quem são muitos?
– Droga, será que ele não estava escutando o meu desespero? Enquanto Kyle e
Bárbara me olhavam como se já soubessem “Quem” são muitos.
- Sophia, eu estou... Sophia
tome cuidado... – Que droga quantas advertências e nenhuma explicação. Mil
vezes droga! – Colin cuidado com o quê? COLIN!!! – é eu admito estava começando a
ficar totalmente apavorada.
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- Sophia, eu estou na Candelária venha depressa! – Finalmente uma resposta.
- Sophia, eu estou na Candelária venha depressa! – Finalmente uma resposta.
- Colin não saia daí, logo
estarei aí para ajudá-lo. – Disse tentando o confortar.
- Sophia, não confie... Sophia
eles estão... Kyle não é... – A ligação começou a falhar novamente. Maldita
operadora!
- Colin não estou te ouvindo
muito bem. Eles quem? – No momento eu olhava com muita desconfiança para Kyle e
Bárbara. Será que posso realmente confiar neles e levá-los até o meu irmão?
- Por favor Sophia, tome
cuidado e não confie em... – DROGA! A ligação caiu na hora que eu iria receber
alguma explicação. Parece que está tudo contra mim.
Jamais me perdoaria se acontecesse algo com o Colin. Então coloquei meu celular dentre meus seios e fechei os olhos para pensar no que faria. Será essa a missão que eu esperava realizar a qual estava com muitas expectativas?
Jamais me perdoaria se acontecesse algo com o Colin. Então coloquei meu celular dentre meus seios e fechei os olhos para pensar no que faria. Será essa a missão que eu esperava realizar a qual estava com muitas expectativas?
- Preciso saber onde eu estou.
Preciso ir encontrar o Colin.
- Isso não vai ser possível
Sophia. Lá fora está muito perigoso. Aguarde, e pela manhã iremos até ele. –
disse Bárbara, franzindo o cenho.
- Fique calma Sophia, a última
coisa que eu quero é uma mulher que não sabe nem quem é de verdade irritada
gritando insuportavelmente em meus ouvidos. – Kyle apesar de sua beleza
irresistível e olhares perturbadores, estava começando a se tornar um chato.
- Acredito que esteja com
saudades dos Estados Unidos, então, que tal voltar pra lá Kyle?! – Disse eu, se
aproximando lentamente até ele.
- Me escute. Você ainda está no
Rio, Estamos num laboratório subterrâneo. O único que encontramos e nós
estamos próximos a candelária. Precisa respeitar o Toque de Recolher!
- Como assim Toque de Recolher?
O que aquela vacina fez com as pessoas?
- A vacina, não fez nada. O
anticorpo letal que foi usado para desenvolver essa vacina fez. – Disse
Bárbara, explicando o que por algum motivo Kyle não estava querendo me dizer.
- Enquanto Kyle foi lhe
encontrar no Aeroporto eu fui até a sua casa, buscar algumas respostas. E
encontrei uma carta do seu “novo trabalho” na escrivaninha do seu quarto, que
foi o motivo de suspeitarmos de você. – Kyle moveu-se rapidamente até Bárbara e
tomou de sua mão o papel a qual eu suspeito que seja essa carta, me olhou furiosamente
e se aproximando cada vez mais de mim disse...
- Nossa vida para nós é um desconhecido. Quanto mais vivemos, mas descobrimos sobre nós e do que somos capazes. Se mantenha quieta e só obedeça, não esqueça que é nossa prisioneira. – Kyle amassou o papel e jogou no chão, no mesmo instante pegou Bárbara pelo braço e a arrastou para fora da sala.
- Nossa vida para nós é um desconhecido. Quanto mais vivemos, mas descobrimos sobre nós e do que somos capazes. Se mantenha quieta e só obedeça, não esqueça que é nossa prisioneira. – Kyle amassou o papel e jogou no chão, no mesmo instante pegou Bárbara pelo braço e a arrastou para fora da sala.
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Ouvi, então, quando a porta foi trancada me aprisionando novamente.
Sabia que se não tentasse fugir ficaria presa ali por muito tempo até eles resolverem concordar com alguma coisa. Que parecia ser bem difícil.
Uma coisa que percebi foi Kyle amassar o papel e jogar no chão da sala e no mesmo instante tirar Bárbara de perto. Pensei comigo mesma: “Será que ele está querendo me ajudar? Será que fez isso porque sabia que Bárbara não me mostraria a tal carta? Se não quisesse que eu a visse por que a teria jogado na sala onde estou e depois se retirado?
Que droga! Já não sabia se podia confiar neles ou só no Kyle, ou talvez em ninguém. Será que é isso que Colin estava tentando me dizer? Não confie neles. Abaixei e logo peguei o papel amassado do chão, que estava dizendo:
“Sophia, por mais que te perguntem não fale nada. Por mais que te torturem fique calada. Precisam achar que você não sabe de nada, se abrir a boca vão nos matar e, sabemos que seu irmão não é mais quem você pensa que é, você deve aceitar isto. Estamos fugindo para a Itália, vamos para o aeroporto assim que amanhecer. Sabemos que o seu irmão tentará algo e ele não quer que ninguém saia do Rio de Janeiro, ou explodirá os aeroportos. Precisamos da sua ajuda filha, sabemos quem você é, só não diga a eles que nos conhece ou vão tentar de tudo para nos encontrar. O futuro do mundo está nas suas mãos Sophia, ou nas do Colin...”
Pra ser sincera eu não entendi nada, me confundiu mais ainda. Se eu tivesse recebido esta carta eu saberia o que estaria querendo dizer, mas nada estava fazendo sentido. Eu só tenho uma saída e é o que eu vou fazer, vou fugir daqui e encontrar o Colin, não importa que tipo de perigo esteja lá fora e o que significa este Toque de Recolher. Decidi que sairia dali o mais depressa possível, comecei a vasculhar a sala naquela escuridão. Encontrei depois de alguns minutos na mesma cômoda aonde Bárbara havia pego meu celular um globo de neve que apontava uma luz para um quadro branco no meio da sala.
Chequei o quadro de todas as formas possíveis então voltei ao globo de neve e o virei para uma parede espelhada ao lado do quadro branco e como eu suspeitava, abriu-se uma entrada ao chão embaixo do quadro branco. Rapidamente fugi por aquela porta sem pensar duas vezes onde poderia sair até que encontro no final do túnel uma escada alta que me levaria para cima de alguma coisa ou para a saída desse laboratório.
<Enquanto isso, Kyle e Bárbara> - Então Kyle, será que ela vai acreditar?
- Claro que sim meu amor, fizemos tudo de acordo com o planejado. – Os dois soltaram risadas levemente suaves por alguns segundos e se beijaram como um árduo momento de vitória.
Ouvi, então, quando a porta foi trancada me aprisionando novamente.
Sabia que se não tentasse fugir ficaria presa ali por muito tempo até eles resolverem concordar com alguma coisa. Que parecia ser bem difícil.
Uma coisa que percebi foi Kyle amassar o papel e jogar no chão da sala e no mesmo instante tirar Bárbara de perto. Pensei comigo mesma: “Será que ele está querendo me ajudar? Será que fez isso porque sabia que Bárbara não me mostraria a tal carta? Se não quisesse que eu a visse por que a teria jogado na sala onde estou e depois se retirado?
Que droga! Já não sabia se podia confiar neles ou só no Kyle, ou talvez em ninguém. Será que é isso que Colin estava tentando me dizer? Não confie neles. Abaixei e logo peguei o papel amassado do chão, que estava dizendo:
“Sophia, por mais que te perguntem não fale nada. Por mais que te torturem fique calada. Precisam achar que você não sabe de nada, se abrir a boca vão nos matar e, sabemos que seu irmão não é mais quem você pensa que é, você deve aceitar isto. Estamos fugindo para a Itália, vamos para o aeroporto assim que amanhecer. Sabemos que o seu irmão tentará algo e ele não quer que ninguém saia do Rio de Janeiro, ou explodirá os aeroportos. Precisamos da sua ajuda filha, sabemos quem você é, só não diga a eles que nos conhece ou vão tentar de tudo para nos encontrar. O futuro do mundo está nas suas mãos Sophia, ou nas do Colin...”
Pra ser sincera eu não entendi nada, me confundiu mais ainda. Se eu tivesse recebido esta carta eu saberia o que estaria querendo dizer, mas nada estava fazendo sentido. Eu só tenho uma saída e é o que eu vou fazer, vou fugir daqui e encontrar o Colin, não importa que tipo de perigo esteja lá fora e o que significa este Toque de Recolher. Decidi que sairia dali o mais depressa possível, comecei a vasculhar a sala naquela escuridão. Encontrei depois de alguns minutos na mesma cômoda aonde Bárbara havia pego meu celular um globo de neve que apontava uma luz para um quadro branco no meio da sala.
Chequei o quadro de todas as formas possíveis então voltei ao globo de neve e o virei para uma parede espelhada ao lado do quadro branco e como eu suspeitava, abriu-se uma entrada ao chão embaixo do quadro branco. Rapidamente fugi por aquela porta sem pensar duas vezes onde poderia sair até que encontro no final do túnel uma escada alta que me levaria para cima de alguma coisa ou para a saída desse laboratório.
<Enquanto isso, Kyle e Bárbara> - Então Kyle, será que ela vai acreditar?
- Claro que sim meu amor, fizemos tudo de acordo com o planejado. – Os dois soltaram risadas levemente suaves por alguns segundos e se beijaram como um árduo momento de vitória.
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<Sophia> Até que encontro no final do túnel uma escada alta que me levaria para cima de alguma coisa ou para a saída desse laboratório.
Ao subi até o fim havia uma porta, não estava trancada apenas bastante emperrada. Empurrei com toda a minha força e depois de alguns minutos de sofrimento consegui abrir. Estava um sol de rachar o crânio!
<Sophia> Até que encontro no final do túnel uma escada alta que me levaria para cima de alguma coisa ou para a saída desse laboratório.
Ao subi até o fim havia uma porta, não estava trancada apenas bastante emperrada. Empurrei com toda a minha força e depois de alguns minutos de sofrimento consegui abrir. Estava um sol de rachar o crânio!
Ao sair daquele túnel meus olhos demoraram um pouco para se abrirem totalmente devido ao tempo que passei aprisionada. Coloquei minhas mãos apoiadas no joelho para recuperar o fôlego e quando consigo abrir os olhos, a cidade estava destruída. Muitas pessoas mortas, carros pegando fogo e um cheiro que não conseguia aguentar, vomitei no mesmo instante por um longo tempo. Estava bastante fraca, afinal Kyle havia me mantido sobre medicamentos para me manterem desacordada durante duas semanas.
Ao sair daquele túnel meus olhos demoraram um pouco para se abrirem totalmente devido ao tempo que passei aprisionada. Coloquei minhas mãos apoiadas no joelho para recuperar o fôlego e quando consigo abrir os olhos, a cidade estava destruída. Muitas pessoas mortas, carros pegando fogo e um cheiro que não conseguia aguentar, vomitei no mesmo instante por um longo tempo. Estava bastante fraca, afinal Kyle havia me mantido sobre medicamentos para me manterem desacordada durante duas semanas.
Estava horrorizada, o que havia acontecido com o Rio de janeiro? Onde estavam todas as pessoas? Ao olhar para trás avistei o grande relógio da Central do Brasil, sabia exatamente aonde me encontrava.
Estava horrorizada, o que havia acontecido com o Rio de janeiro? Onde estavam todas as pessoas? Ao olhar para trás avistei o grande relógio da Central do Brasil, sabia exatamente aonde me encontrava.
Precisava caminhar mais alguns minutos para chegar até a Candelária, mas não estava tão forte quanto pensava que estaria, precisava comer algo e rápido.
A saída do túnel se dava na Av. Presidente Vargas com esquina à Av. Passos.
Fui de encontro a rua da Alfândega, para encontrar algo para comer e de cara encontro um pequeno mercadinho, como tudo naquele lugar, abandonado.
Entrei para comer, peguei uma mochila preta que estava no chão daquele mercadinho e o coloquei garrafas de água, sanduíches, biscoitos, tudo que poderia dar dentro daquela mochila e também para o Colin.
Alguns minutos depois um Senhor entrava lentamente na loja...
Precisava caminhar mais alguns minutos para chegar até a Candelária, mas não estava tão forte quanto pensava que estaria, precisava comer algo e rápido.
A saída do túnel se dava na Av. Presidente Vargas com esquina à Av. Passos.
Fui de encontro a rua da Alfândega, para encontrar algo para comer e de cara encontro um pequeno mercadinho, como tudo naquele lugar, abandonado.
Entrei para comer, peguei uma mochila preta que estava no chão daquele mercadinho e o coloquei garrafas de água, sanduíches, biscoitos, tudo que poderia dar dentro daquela mochila e também para o Colin.
Alguns minutos depois um Senhor entrava lentamente na loja...
- Ah, olha senhor me desculpa é que eu estava com muita fome, achei que estaria abandonada... – ele estava com a pele muito cinzenta e escorria sangue de sua boca que fazia um leve grunhido.
- Ah, olha senhor me desculpa é que eu estava com muita fome, achei que estaria abandonada... – ele estava com a pele muito cinzenta e escorria sangue de sua boca que fazia um leve grunhido.
– Senhor? O senhor está bem? –
ele levantou a cabeça ferozmente e, se aproximando estendia os braços como se
quisesse me agarrar.
– Pare! Pare! O que o senhor
está fazendo? – Gritava tentando-o o empurrar para trás desesperadamente. Cada
vez mais ferozmente ele tentava me agarrar e possuía uma força inexplicável. Um
tiro certeiro acertou-o no pescoço, abaixei a cabeça com as mãos no ouvido e
novamente com outro barulho de tiro, ouvi aquele senhor caindo no chão.
Levantei rapidamente com as mãos para o alto e gritei desesperada chorando.
Levantei rapidamente com as mãos para o alto e gritei desesperada chorando.
– Por favor, não me mate! Por
favor não me mate! – aquele homem com uma farda do exército se aproximou de mim
rapidamente.
– O que está fazendo aqui? Você
está bem?
– Sim. – respondi muito
assustada. – Vim a procura do meu irmão, ele está na Candelária preciso ir
ajudá-lo, por favor...
– acalme-se senhorita. Me chamo
Márcio e você?
– Eu... Eu... Eu não sei! -
Respondi, ainda tremendo apavorada.
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- Como assim não sabe? Perdeu a memória? - pergunta preocupado.
- Como assim não sabe? Perdeu a memória? - pergunta preocupado.
- Na verdade não, eu... – ele olhou para trás com o dedo nos lábios em sinal de silêncio.
- Na verdade não, eu... – ele olhou para trás com o dedo nos lábios em sinal de silêncio.
– Está ouvindo isso? Pode ser
mais deles. Vamos sair daqui!
- Mais deles quem? E eu preciso ir encontrar o meu irmão. – ele me pegou pelo braço e logo me levou para fora dali...
- Mais deles quem? E eu preciso ir encontrar o meu irmão. – ele me pegou pelo braço e logo me levou para fora dali...
– Depois eu te explico. – disse
ele correndo e me levando para fora daquele mercadinho.
- Por favor, me leve até a
Candelária, preciso encontrar meu irmão.
- Consegue me acompanhar
correndo?
- Não sei nunca te vi correndo.
– Deu um leve sorriso distraído.
- Vamos lá encontrar o seu irmão. Preciso te tirar das ruas o mais rápido possível.
- Vamos lá encontrar o seu irmão. Preciso te tirar das ruas o mais rápido possível.
Voltamos para a principal na Av.
Presidente Vargas e seguimos para a Candelária. Estava tudo tão deserto e
quanto mais nós corríamos, mais mortos apareciam no chão. Ao chegarmos próximo
a Av. Rio Branco havia uma multidão de pessoas por volta de toda a Candelária,
fiquei muito assustada: “Será que estão todos atrás do Colin? Ai meu Deus o
Colin”?
- Droga, precisamos pensar em
alguma maneira de entrar. – disse ele me levando para um pequeno muro do prédio
ao lado.
– Que tal nós pedirmos licença
e entrar pela porta da frente? Eles não vão saber que estamos atrás do Colin,
não é? – ele abaixou a cabeça sorrindo. –
Muito engraçado. Por acaso você nasceu hoje senhorita?
- Talvez sim, talvez não.
Talvez eu seja um clone do mal de alguém com um pouco de suas memórias... –
Talvez não tivesse sido uma piada muito engraçada, mas ele sorriu de um jeito
bem solidário pra mim.
- Ok. Eu vou em frente atirando neles pela esquerda, venha bem atrás de mim tire suas sandálias e corra o mais rápido possível até a entrada. Não se aproxime deles em circunstância alguma, e...
- Você está achando que eu vou correr descalça daqui até a entrada da Candelária ouvindo os tiros dessa sua profissional? – (A profissional era uma arma: M-16 A4.) – ou você corre sem essas suas sandálias ou eu atiro em você!
- Tudo bem soldado. Espero que saiba massagear, porque depois meus pés vão precisar.
– Tirei as sandálias, coloquei a mão em seus ombros e ele levantou de trás do meio muro. Apontou a arma e foi na direção em que havia dito com a arma apontada para aquelas pessoas. Um cadáver estava caído bem depois de atravessarmos a Av. Rio Branco eu coloquei as mãos na boca como se fosse vomitar e... Droga! Ele se mexeu e... E está se levantando. Droga!
- Ok. Eu vou em frente atirando neles pela esquerda, venha bem atrás de mim tire suas sandálias e corra o mais rápido possível até a entrada. Não se aproxime deles em circunstância alguma, e...
- Você está achando que eu vou correr descalça daqui até a entrada da Candelária ouvindo os tiros dessa sua profissional? – (A profissional era uma arma: M-16 A4.) – ou você corre sem essas suas sandálias ou eu atiro em você!
- Tudo bem soldado. Espero que saiba massagear, porque depois meus pés vão precisar.
– Tirei as sandálias, coloquei a mão em seus ombros e ele levantou de trás do meio muro. Apontou a arma e foi na direção em que havia dito com a arma apontada para aquelas pessoas. Um cadáver estava caído bem depois de atravessarmos a Av. Rio Branco eu coloquei as mãos na boca como se fosse vomitar e... Droga! Ele se mexeu e... E está se levantando. Droga!
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- Droga Márcio ele está se movendo... Ele está se movendo e está com um buraco no meio do estômago. - sussurrei. - O que é isso? – Ele me deu um leve empurrão para trás. – Se afasta! – mirou com muita precisão em sua cabeça e deu um potente tiro. Gritei desesperada colocando as mão sobre meu rosto, me abaixei e gritava para que ele parasse. Meus gritos fizeram com que os “outros” me ouvissem e vieram correndo depressa até nós, alguns se arrastando e os de pé tropeçavam neles e também caiam.
- Droga Márcio ele está se movendo... Ele está se movendo e está com um buraco no meio do estômago. - sussurrei. - O que é isso? – Ele me deu um leve empurrão para trás. – Se afasta! – mirou com muita precisão em sua cabeça e deu um potente tiro. Gritei desesperada colocando as mão sobre meu rosto, me abaixei e gritava para que ele parasse. Meus gritos fizeram com que os “outros” me ouvissem e vieram correndo depressa até nós, alguns se arrastando e os de pé tropeçavam neles e também caiam.
- Droga vamos! Vamos depressa antes que nos alcancem. – ele pegou em um dos meus braços e me ergueu jogando o meu braço esquerdo sobre seus ombros e me carregando o mais depressa possível para a Candelária. Ao nos aproximarmos da Rua da Quitanda ele me soltou, segurou meu rosto com as mãos bem firme. – Consegue correr até a entrada? – Eu olhava para ele, mas não conseguia responder nada ainda estava em pânico.
– Consegue correr até lá? Preciso que faça isso. – balancei a cabeça fazendo sinal de que conseguiria.
- Então vai! – E... E você? Você... – Vai logo! Eu te encontro lá. Vai! – Corri o mais rápido que pude em direção a entrada, enquanto aquelas coisas se aproximavam dele furiosamente. Márcio dava passos leves para trás no mesmo momento em que atirava sem piedade contra aquelas pessoas e gritava: Vão pro inferno! Alguns deles me notaram. Droga estão vindo atrás de mim e eu estou esgotada não consigo correr mais rápido, estou perdendo o controle da respiração. Eles se aproximavam cada vez mais. Consegui dar a volta até chegar na entrada da Candelária e, havia sangue por toda parte. E começaram a vir mais pessoas cinzentas por toda a parte. Me aproximei e comecei a bater nas portas e janelas desesperadamente. Gritava: “Colin! Colin! Estou aqui. Sou eu, abra. Colin”! Minhas mãos sangravam devido à força e o desespero conforme batia naquelas portas e janelas de madeira. Um outro cara se aproximou de mim mais rápido que os outros novamente com a intenção de me agarrar, ele tinha uma força indescritível e seus olhos eram assustadores, sua pele se rasgava conforme esticava os braços para me pegar e eu só conseguia gritar e empurra-lo. Um tiro em sua cabeça. Que merda! Espirrou sangue em toda a minha roupa. Era o Márcio que vinha correndo em minha direção com sua farda já bem rasgada e lotada de sangue. Era absurdamente nojento!
- Rápido vamos tentar subir. – disse ele jogando a arma para trás das costas e dando um tremendo salto para se agarrar a uma coluna. Subiu ligeiramente e quebrou a janela com a arma.
- Viu o que eu fiz? Consegue fazer? – disse ele me olhando de lá de cima e apontando as rachaduras da coluna me mostrando onde devia colocar as mãos. – Acho que sim! – Respondi.
- Então, preciso que faça e rápido. Eles estão vindo! – Tudo bem. – respondi.
- Droga vamos! Vamos depressa antes que nos alcancem. – ele pegou em um dos meus braços e me ergueu jogando o meu braço esquerdo sobre seus ombros e me carregando o mais depressa possível para a Candelária. Ao nos aproximarmos da Rua da Quitanda ele me soltou, segurou meu rosto com as mãos bem firme. – Consegue correr até a entrada? – Eu olhava para ele, mas não conseguia responder nada ainda estava em pânico.
– Consegue correr até lá? Preciso que faça isso. – balancei a cabeça fazendo sinal de que conseguiria.
- Então vai! – E... E você? Você... – Vai logo! Eu te encontro lá. Vai! – Corri o mais rápido que pude em direção a entrada, enquanto aquelas coisas se aproximavam dele furiosamente. Márcio dava passos leves para trás no mesmo momento em que atirava sem piedade contra aquelas pessoas e gritava: Vão pro inferno! Alguns deles me notaram. Droga estão vindo atrás de mim e eu estou esgotada não consigo correr mais rápido, estou perdendo o controle da respiração. Eles se aproximavam cada vez mais. Consegui dar a volta até chegar na entrada da Candelária e, havia sangue por toda parte. E começaram a vir mais pessoas cinzentas por toda a parte. Me aproximei e comecei a bater nas portas e janelas desesperadamente. Gritava: “Colin! Colin! Estou aqui. Sou eu, abra. Colin”! Minhas mãos sangravam devido à força e o desespero conforme batia naquelas portas e janelas de madeira. Um outro cara se aproximou de mim mais rápido que os outros novamente com a intenção de me agarrar, ele tinha uma força indescritível e seus olhos eram assustadores, sua pele se rasgava conforme esticava os braços para me pegar e eu só conseguia gritar e empurra-lo. Um tiro em sua cabeça. Que merda! Espirrou sangue em toda a minha roupa. Era o Márcio que vinha correndo em minha direção com sua farda já bem rasgada e lotada de sangue. Era absurdamente nojento!
- Rápido vamos tentar subir. – disse ele jogando a arma para trás das costas e dando um tremendo salto para se agarrar a uma coluna. Subiu ligeiramente e quebrou a janela com a arma.
- Viu o que eu fiz? Consegue fazer? – disse ele me olhando de lá de cima e apontando as rachaduras da coluna me mostrando onde devia colocar as mãos. – Acho que sim! – Respondi.
- Então, preciso que faça e rápido. Eles estão vindo! – Tudo bem. – respondi.
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Como ele havia feito me afastei um pouco para trás para pegar algum impulso dei uma breve corrida e pulei o mais alto que pude, mas não alcancei a rachadura. Estava um pouco mais alto do que eu poderia alcançar, eu tentei novamente, mas não deu certo.
Como ele havia feito me afastei um pouco para trás para pegar algum impulso dei uma breve corrida e pulei o mais alto que pude, mas não alcancei a rachadura. Estava um pouco mais alto do que eu poderia alcançar, eu tentei novamente, mas não deu certo.
- Não consigo – Disse, já muito
cansada.
- Você precisa conseguir. Eles
estão chegando, venha logo.
- Droga já disse que não
consigo, que droga! – gritava como se fosse culpa dele. Nunca havia estado tão
desesperada em toda minha vida.
- Sabe fazer ligação direta?
- O quê? Que tipo de pergunta é
essa?
- Sabe fazer ou quer morrer gritando? – Sei... Sei sim, mas... – Apontou para um carro que estava uns três
metros atrás de mim na rua com o vidro quebrado e com a porta aberta.
- Vai até aquele carro antes deles se aproximarem mantenha a calma, ligue-o e traga até aqui.
- Vai até aquele carro antes deles se aproximarem mantenha a calma, ligue-o e traga até aqui.
Sem pensar duas vezes corri até
o carro rapidamente, entrei e fechei as portas. Eles estavam se aproximando, eu
olhava sem parar para todos os cantos. Por sorte a chave estava na ignição, mas
não conseguia fazê-lo pegar. – Ah, Que droga! – Eles chegaram e estão colocando as mãos no
carro pelo vidro que estava quebrado. Márcio atirava neles de lá de cima para
me ajudar e, finalmente depois de alguns minutos consegui ligar o carro.
Acelerei em direção a coluna furiosamente, um deles se levanta na frente do
carro com o susto acabo perdendo a direção fazendo o carro bater com a lateral
na coluna da Candelária com toda a força.
– Ei. Você está bem? Está bem?
– Gritava ele.
- É. Acho que sim. – gritei para que ele me ouvisse e, ainda me recuperando do impacto, levanto a cabeça, e eles estão correndo desesperados ainda para me atacarem. Chutava fortemente a porta, mas ela não abria. Consegui finalmente passar pela janela do carro com muita dificuldade e subir ao teto.
- É. Acho que sim. – gritei para que ele me ouvisse e, ainda me recuperando do impacto, levanto a cabeça, e eles estão correndo desesperados ainda para me atacarem. Chutava fortemente a porta, mas ela não abria. Consegui finalmente passar pela janela do carro com muita dificuldade e subir ao teto.
- Isso. Agora pule e me dê a mão.
- Isso. Agora pule e me dê a mão.
- Tudo bem. – Respondi – Não olhe para trás. Só pule. – disse ele, estendendo a mão e esperando com que eu pulasse. Aquelas pessoas chegaram ao carro e começaram a tentar subi-lo e eu inquieta chorava, não tinha mais forças e aquele homem acreditava que eu conseguiria. Dobrei um pouco meus joelhos e pulei com o braço estendido para que ele me pegasse. - Isso! Consegui.
- Tudo bem. – Respondi – Não olhe para trás. Só pule. – disse ele, estendendo a mão e esperando com que eu pulasse. Aquelas pessoas chegaram ao carro e começaram a tentar subi-lo e eu inquieta chorava, não tinha mais forças e aquele homem acreditava que eu conseguiria. Dobrei um pouco meus joelhos e pulei com o braço estendido para que ele me pegasse. - Isso! Consegui.
- Vem, vem... – ele murmurava me puxando para cima com toda força.
- Isso. Você conseguiu. Tudo bem?
- Sim. Obrigada! – olhava para ele sem conseguir expressar mais gratidão do que um simples obrigado, então levemente o envolvi dando-lhe um abraço.
- Ah, vamos encontrar o seu irmão agora. Está tudo bem. – disse ele, me retribuindo o abraço.
- Vem, vem... – ele murmurava me puxando para cima com toda força.
- Isso. Você conseguiu. Tudo bem?
- Sim. Obrigada! – olhava para ele sem conseguir expressar mais gratidão do que um simples obrigado, então levemente o envolvi dando-lhe um abraço.
- Ah, vamos encontrar o seu irmão agora. Está tudo bem. – disse ele, me retribuindo o abraço.
>> Continua...
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